Sou o Daniel Malaco, Information Security Engineer no Porto, Portugal. Desde 2020 estou na Ascendi, onde desenho e opero a arquitetura de segurança de infraestrutura crítica rodoviária: firewalls de nova geração, SIEM, proteção de endpoints, gestão de identidades, threat intelligence e resposta a incidentes — o ciclo completo, do desenho do controlo à análise do evento.
Cheguei à segurança pelo caminho das redes. Durante vários anos desenhei, instalei e comissionei redes IP para sistemas de metro e ferrovia em quatro países — o metro de Doha no Qatar, o VLT de Santos no Brasil e os metros ligeiros de Odense e Bergen, na Dinamarca e na Noruega. Em infraestrutura de transporte, uma falha de rede não é um incómodo: é um sistema parado e milhares de pessoas em terra. Foi aí que aprendi a projetar para a redundância, a documentar para quem vem depois e a testar tudo em staging antes de tocar em produção.
Em 2020 mudei o foco das redes para quem as ataca. Na Hardsecure instalei firewalls de nova geração e fiz testes de intrusão internos — encontrar as vulnerabilidades antes que alguém as explore — e trouxe essa perspetiva ofensiva para o trabalho defensivo que faço hoje. Levo-a a sério também fora do horário: SANS SEC504, summits de DFIR e ransomware, e um CTF ganho em Lisboa em 2022.
Gosto de construir as ferramentas que uso: as deste site correm todas no browser, e em casa mantenho um homelab com um cluster k3s em Raspberry Pi que serve de cobaia para tudo o que quero experimentar antes de chegar perto de produção. Este site é parte disso — estático, bilingue, sem trackers e com a postura de segurança documentada e verificável.
Percurso
O essencial está acima; o detalhe de cada função fica aqui, recolhido.
Information Security Engineer · Ascendi nov 2020 → presente
- Contexto: segurança de infraestruturas críticas rodoviárias, em Portugal.
- Papel: desenho, deployment e operação de arquitetura de segurança da informação, com gestão de tarefas/incidentes em ITSM.
- Tecnologias: NGFW, AV/EDR, VA, SIEM, IAM, WAF, SEG.
- Resultado: manutenção contínua da segurança de redes, sistemas e aplicações através de políticas e procedimentos; deteção de ameaças e vulnerabilidades e implementação de controlos para as mitigar via monitorização e análise de eventos de segurança.
- Referência externa: a infraestrutura de segurança que ajudei a construir foi tema de um Fortinet Customer Story sobre a Ascendi — o artigo não me nomeia (cita o Head of IT), mas fiz parte da equipa por trás do trabalho descrito.
Cyber Security Engineer · Hardsecure fev 2020 → set 2020
- Contexto: deployment de firewalls de nova geração e testes de intrusão internos.
- Papel: instalação, configuração e suporte de NGFW.
- Tecnologias: firewalls de nova geração (NGFW), scanning e enumeração de redes.
- Resultado: localização de vulnerabilidades em redes antes de serem exploradas.
Systems Engineer · Efacec jan 2019 → fev 2020
Odense Letbane (Dinamarca)
- Contexto: projeto de metro ligeiro na Dinamarca.
- Papel: desenho, instalação e comissionamento de redes IP e segurança.
- Tecnologias: requisitos de sistema, documentos de desenho e instalação, lab staging, procedimentos de teste e comissionamento.
- Resultado: rede IP e camada de segurança do metro ligeiro levadas do desenho ao comissionamento — staging em laboratório, procedimentos de teste e entrega documentada à operação.
Bergen D42 (Noruega)
- Contexto: projeto de metro ligeiro na Noruega.
- Papel: desenho, instalação e comissionamento de redes IP e segurança.
- Tecnologias: requisitos de sistema, documentos de desenho e instalação, lab staging, procedimentos de teste e comissionamento.
- Resultado: requisitos de sistema transformados em desenho, instalação e comissionamento documentados do troço D42 — a base técnica para a linha entrar em serviço.
Junior Consultant · Altran / Network Engineer · Thales jan 2017 → dez 2018
Metro de Doha (Qatar)
- Contexto: projeto de metro no Qatar.
- Papel: desenho, instalação e comissionamento de redes IP e sistemas BBRS (WiFi móvel para comboios).
- Tecnologias: redes IP, sistemas BBRS, ambientes ferroviários/de metro.
- Resultado: redes IP e sistema BBRS (o WiFi móvel que acompanha os comboios) entregues da especificação ao comissionamento, num metro construído de raiz.
VLT Santos (Brasil)
- Contexto: projeto de veículo leve sobre trilhos (VLT) no Brasil.
- Papel: desenho, instalação e comissionamento de redes IP e sistemas BBRS (WiFi móvel para comboios).
- Tecnologias: redes IP, sistemas BBRS, ambientes ferroviários/de metro.
- Resultado: rede IP e BBRS entregues do desenho ao comissionamento, adaptando a mesma stack ferroviária a um sistema de VLT urbano.
Formação
- Mestrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores — FEUP, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (2009–2016), especialização em Redes e Serviços de Comunicação.
Certificações
Fortinet (Credly), SANS SEC504 e os summits, Microsoft, CyberDefenders e mais — a lista completa, com o estado atual e verificação independente no Credly, vive numa página própria: Certificações.
Cobertura ATT&CK
As técnicas do MITRE ATT&CK que cubro defensivamente, tática a tática, com a ferramenta ou experiência por trás de cada uma — o mesmo currículo, na linguagem nativa da indústria: Heatmap ATT&CK.
Competências
| Área | Detalhe |
|---|---|
| Frameworks | MITRE ATT&CK, CIS benchmarks & controls, CISA CPG, OWASP Top 10, ISO 27001 |
| Perímetro | NGFW, WAF, Security Email Gateway (SEG) |
| Endpoint | Antivírus (AV), Endpoint Detection & Response (EDR) |
| Identidade | IAM, Active Directory |
| Deteção & resposta | SIEM, análise de vulnerabilidades (VA), testes de intrusão |
| Resiliência | Business Continuity Planning (BCP) |
| Linguagens | Python, Bash, PowerShell, Golang, C/C++ |
| Plataformas | Linux, Windows, AWS, Azure, Rapid7 InsightVM, ServiceNow |
Referenciais aplicados
Os referenciais abaixo entram no trabalho como ferramenta, não como objetivo. Uso-os para estruturar decisões, priorizar controlos e falar a mesma língua de auditores, fornecedores e reguladores. A tabela diz onde cada um entra e com que profundidade — nenhum deles fica aqui explicado.
| Referencial | Onde entra no trabalho | Profundidade |
|---|---|---|
| ISO 27001 | Referência para políticas e procedimentos de segurança e para organizar controlos técnicos por domínio. | Referência |
| NIS2 | Enquadramento regulatório do setor em que trabalho — infraestrutura crítica de transportes; informa prioridades de controlo e de reporte. | Enquadramento |
| CIS Controls & Benchmarks | Base de hardening de sistemas e equipamentos de rede, e referência na verificação de configurações. | Aplicado |
| CISA CPG | Termo de comparação para priorizar controlos de base em infraestrutura crítica. | Referência |
| OWASP Top 10 | Vocabulário comum para classificar achados de análise de vulnerabilidades e testes internos, e para afinar regras de WAF. | Aplicado |
| MITRE ATT&CK | Mapeamento de cobertura de deteção e estruturação da análise de incidentes — detalhe técnica a técnica no heatmap. | Aplicado |
Sobre a coluna de profundidade. Aplicado — uso corrente em controlos que opero. Referência — consulta no desenho e na priorização, sem processo formal associado. Enquadramento — contexto regulatório do setor, não um programa que eu conduza. Nenhuma linha implica certificação, auditoria formal ou conformidade declarada: é só onde o referencial entra no trabalho.



